quinta-feira, 30 de junho de 2011

P04—Dimensões e Modalidades Formais da Marca














Para explorar as diferentes dimensões da marca optei por uma abordagem maioritariamente analógica.

Isolei um determinado elemento da marca - a gota, e o meu trabalho incidiu sobre as possibilidades de execução e reprodução deste elemento com diferentes materiais e técnicas.

A fase inicial passou por criar uma matriz tridimensional com MDF, moldada num torno mecânico.
Com base nesta matriz, reproduzi a gota em gesso e em vidro soprado.

Fiz ainda duas animações com linguagens bastante distintas.
A primeira com recurso à matriz de MDF e um bocado de tafetá vermelho e a segunda com recortes em cartolina vermelha.

P03.2—Codificação da Marca


Com o aprofundar deste trabalho acabei por abandonar as propostas anteriores e iniciei o aprimoramento de uma nova marca.

Esta por sua vez foi pensada de uma forma mais próxima à instituição.

O desenho desta nova identidade para o IPS partiu do conceito de contenção. Abordando esta instituição como um banco de sangue, isto é, olhando para ela como um contentor de vida, parti para esta solução, que utiliza os parênteses rectos para comunicar essa mesma ideia.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

P03.1—Desenvolvimento de Duas Hipóteses da Marca


Para esta primeira apresentação tentei elaborar duas propostas com linguagens bastante diferentes entre si.
O intuito desta abordagem foi tentar perceber a capacidade de adequação das diferentes linguagens ao tipo de instituição trabalhada.

A primeira proposta tem um desenho que pretende ser mais emotivo, executada num registo menos formal. A segunda cai dentro daquilo que podemos chamar um registo institucional.

Em ambas as propostas a marca do ips foi desenvolvida com base na múltipla reprodução da mesma forma, sendo que apenas muda a organização das mesmas.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

P02—Análise Comparativa de Marcas

P01.4—Imagem em Movimento



CRU³


Acho que o título que atribuí a este texto é o mais perfeito reflexo da minha intenção.

Após a exploração do espaço com o exercício anterior, o meio obrigatório de registo e execução desta proposta proporcionou-me o mais lógico desenvolvimento do processo criativo.

Mantendo-me fiel ao meio fotográfico para a exploração do conceito “cru”, vi-me agora com um leque alargado de dimensões para explorar. Passo de seguida a explicar...

Ora então de seguida aqui vamos....qualquer pessoa que passe pela experiência de produzir ampliações de fotogramas, despendendo um mínimo de atenção, se aperceberá de um elaborado leque de estímulos sensoriais. Estímulos visuais, caracterizados por condições lumínicas bastante particulares, estímulos auditivos, provenientes do temporizador, e não só.

O registo vídeo apresenta-se como a forma mais verídica de registar todos estes estímulos, conjugando as transições lumínicas com os sons característicos e ainda o registo de um tempo verdadeiro com um imenso carácter documental.

Partindo da minha experiência pessoal no laboratório, em que 4 segundos não são de todo iguais a 1+1+1+1, pude aperceber-me das características rítmicas de todo o processo. Assim, tentando aproveitar todas as capacidades do registo vídeo, procurei executar um registo ritmado, até musical, do momento em que a fotografia ainda não o é.

P01.3—Sequência




“

Seja o que for o que ela dê a ver e qualquer que seja a maneira, uma foto é sempre invisível: não é ela que vemos...

...o que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez...

“

Roland Barthes

in A Câmera Clara


Tendo a fotografia como meio, então como produzir dois fotogramas complementares?

Tentando aprofundar o meu conhecimento e procurar respostas numa linguagem verdadeiramente do meio fotográfico, procurei discutir esta proposta com alguém do próprio meio. Foi no seguimento dessa discussão que surgiu o nome de Roland Barthes.

Se, segundo o seu estudo, a fotografia nada é mais para além de um veículo, um meio que nos reporta a um momento efémero eternizado num fotograma, então como representaria todas as emoções de um momento cru da fotografia?

Procurei a resposta na exploração do espaço expositivo para que estes dois momentos pudessem transportar o espectador para um ambiente específico. Registei assim dois momentos simultâneos do processo de cozinhar a fotografia, o momento em que ela ainda não existe como resultado físico.

Acima do observador encontra-se assim o registo da luz vermelha do estúdio e por baixo a tina de revelador contendo um pedaço de papel fotográfico ainda branco, tentando remeter o observador para um universo de apenas alguns segundos que separam o nada do tudo.

P01.2—Associação